Autor: Joseph Vijayam
Data: 23.03.2012
Category: Ministério em Locais de Trabalho
Jo Plummer acertou na mosca quando disse que precisamos pensar maior sobre a atividade empresarial. Poucos irão discordar do fato de que a atividade empresarial, em e por si mesma, agrega valor ao mundo, à igreja, à comunidade local e a cada acionista. Mas eu também creio que precisamos identificar as diferenças que há entre “tocar um negócio” e “missão empresarial”. Missão empresarial não é tocar um negócio bem sucedido; estou percebendo a tendência em observadores e pensadores de diluir as diferenças da missão empresarial sempre que se ressalta o valor intrínseco da atividade empresarial como uma virtude em si e por si mesma.
Como um entre muitos que defendem ou praticam a missão empresarial, vejo meu papel como agir em resposta ao chamado de Deus de evidenciar seu reino em toda sua plenitude. Uma empresa em missão é um empreendimento comercial cujo objetivo explícito e razão de ser é servir aos interesses do reino que, em essência, consistem em desenvolver pessoas e glorificar a Deus. Isso é muito diferente do propósito pelo qual o resto do mundo se dedica à atividade empresarial. Há pelo menos três maneiras em que uma empresa em missão difere de outras empresas. Creio que cada uma delas nos fará “pensar maior da atividade empresarial”, ao considerarmos o papel da missão empresarial.
Em primeiro lugar, uma empresa em missão tem outro ponto de partida, que é de explicitar o reino de Deus. O corpo de Cristo faz muitas coisas para atingir esse objetivo. Uma delas é criar riquezas de modo que: a) mais podem ser enviados (“Como pregarão, se não forem enviados?”, Rm 10.15), e b) mais podem ser alimentados, vestidos etc. (“O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”, Mt 25.40, NVI).
Em segundo lugar, as escolhas diárias feitas por um empreendedor em missão ao dirigir sua empresa são influenciados pelo desejo de usar a empresa como meio de estender o reino de Deus. Por exemplo, ele tem um compromisso com o desenvolvimento dos seus empregados, sócios, fornecedores e clientes, às vezes maior do que a busca do lucro. Para um não crente, o alvo pode ser construir seu reino com a responsabilidade social como subproduto ou mesmo um valor da empresa, mas não maior que outros alvos principais, como o lucro.
Em terceiro lugar, uma empresa em missão lida diferente com os lucros. O resultado final de qualquer empresa é incrementar a riqueza do sócio. Numa empresa em missão, o acionista, no fim das contas, é Deus. A riqueza criada deve ser uma maneira que agrade o mais possível a Deus. A Grande Comissão é um mandato para todo crente, seja empreendedor em missão ou missionário médico. O evangelho que compartilhamos tem o objetivo de trazer alívio para os pobres (Is 61.1-4), o que inclui os pobres em termos econômicos – em falta de comida, bebida, roupas e um teto sobre a cabeça – assim como os de coração partido e em prisão (Mt 25.35-36).
Espera-se de todos nós que preguemos o evangelho, mas alguns são chamados para papéis específicos e “especializados”. O mais reconhecido é o de evangelista. Seu papel é entendido e honrado porque são vistos como provisão de deus para a igreja, para trazer o reino. Da mesma maneira, os empresários são chamados para cumprir a Grande Comissão pela criação de riqueza para propósitos do reino. É importante que seu papel seja entendido e honrado também. Eles são outra parte do trabalho de Deus no reino, e devemos entender que seu chamado também é de Deus. Eles são parte da provisão de Deus para a igreja para trazer o reino, de modo a apressar a vinda do dia do casamento do Cordeiro.
Ao pintarmos o quadro do papel da atividade empresarial na igreja, sejamos específicos em nossas definições do que é e não é missão empresarial. Prestaremos ao reino e a cada empresário um grande serviço se criarmos definições claras que ajudam empresários a compreender com clareza o papel que estão desempenhando em trazer o reino. Minha oração é que essa clareza que estou defendendo nos ajude a “pensar maior da atividade empresarial”, ao gerarmos recursos para os propósitos do reino.
Joseph Vijayam é diretor executivo de Olive Technology Ltd., com sede nos EUA e na Índia. Ele tem um blog em ministryplatforms.com
Português Translation by: Lausanne
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