Autor: The Resource Mobilisation Working Group
Data: 19.06.2010
Category: Mordomia de Recursos
Nota do Editor: Este Documento Avançado Cape Town 2010 foi escrito por Ram Gidoomal em colaboração com o Grupo de Trabalho de Mobilização de Recursos como uma visão panorâmica do tópico a ser discutido na sessão Multiplex sobre “Mobilização de Recursos para a Evangelização do Mundo”. As respostas a este documento serão encaminhadas através da Conversa Global Laussane para o autor e outras pessoas para ajudá-los a formar a apresentação final no Congresso.
Introdução
No início do século vinte, uma oportunidade sem precedentes existe para discipular a igreja no padrão bíblico fundamental de mordomia holística. À medida que a igreja se torna cada vez mais consciente das questões de sustentabilidade, busca entender e fortalecer o papel do negócio, e expande a mensagem da graça de dar como motivo central da vida cristã, um ambiente para transformação cria raízes: pessoais e corporativas.
Mordomia centrada em Cristo – ou seja, gerenciamento dos recursos de Deus para Seus propósitos – começará a promover mais responsabilidade em relação aos negócios e ministério, mais colaboração nos esforços ministeriais para maior eficiência, e motivações saudáveis e padrões de doar nas vidas de todos cristãos, independentemente da riqueza, localização ou status.
Seção 1. Mordomia do Reino: Discipulado de Mordomia Centrado em Cristo
Enquanto a maioria dos cristãos, senão todos, aplica a linguagem de mordomia para descrever a missão de Deus no mundo, o entendimento teológico fundamental de mordomia varia grandemente entre denominações e tradições religiosas.
Alguns grupos pensam que mordomia é dizimar. Outros acham que mordomia significa voluntariar ou viver um estilo de vida simples. Outros ainda identificam mordomia com conservação ambiental, ação social, doações de caridade ou fazer discípulos através do evangelismo.
Cada uma dessas boas e necessárias atividades apontam para um aspecto essencial da mordomia. Mas cada uma delas isoladamentedeixa de capturar a visão inspiradora da mordomia bíblica como forma de discipulado holístico que engloba toda vocação legítima e chamado para cumprir a missão de Deus no mundo. Nesse sentido, mordomia holística, generosidade transformacional, ministério no local de trabalho, negócio como missão e o movimento da teologia do trabalho, todos compartilham um ponto em comum na questão da origem na visão bíblica de missão como discipulado holítico.
Por que essa visão inspiradora sofreu uma combatida? Ela sofreu oposição por duas razões principais: (1) porque evangélicos tiraram a mordomia de um entendimento holístico da missão de Deus para levantar fundos para missões globais e para a igreja local, e (2) porque evangélicos, ao mesmo tempo, mantiveram a distinção problemática entre vocação clerical e vocação comum, que serviu apenas para reforçar o antigo muro que foi eregido entre chamados sagrado e secular.
Como resultado imediato do Primerio Congresso Internacional sobre Evangelização Mundial, John Stott, em suas palestras de Oxford em 1975 entituladas A Missão Cristã no Mundo Moderno, identificou a raiz teológica da causa do problema. Ele discerniu que evangélicos pareciam incapazes de se integrar satisfatóriamente com o Grande Mandamento (Lev 19:18), de “amar o teu próximo como a si mesmo”, com a Grande Comissão (Mat 28:19), de “ir e fazer discípulos de todas as nações.” A missão de Deus, Stott insistiu em Mateus 5:13-16, “descreve tudo para o que a igreja foi enviada para fazer no mundo. [Ela] engloba a vocação dupla do serviço da igreja de ser ‘o sal da terra’ e ‘a luz do mundo’ (pag. 30-31). O alvo Lausanne é que toda a igreja apresente todo o evangelho para todo o mundo.
Nós do Grupo de Trabalho de Mobilização de Recursos acreditamos que o entendimento correto do escopo da missão de Deus coloca uma responsabilidade de mordomia sobre todos os cristãos para se unirem ao Filho no poder do Espírito para cumprirem o propósito do Pai na criação e redenção. No seu nível mais básico, mordomia bíblica é holística e missional, tocando todas as áreas da vida e aplicada a toda vocação legítima no serviço para Jesus Cristo, que é “o primogênito de toda criação” e “a cabeça do corpo que é a igreja” (Col 1:15-20).
À luz desse sentido de missão, a responsalidade do Grupo de Trabalho de Mobilização de Recursos é oferecer à igreja global um conceito robusto de mordomia do reino e de generosidade através da distribuição de recursos bíblicos estratégicos, e também avançar a oportunidade global de aumentar a coloboração do reino para apoiar ministérios sustentáveis ao redor do mundo através do uso de tecnologias emergentes e conectividade dos tempos atuais sem precendentes.
Mordomia do Reino
Mordomia é um tema central em toda a Escritura tanto quanto temas bíblicos fundamentais como criação, queda, redenção e consumação. Antes de continuarmos avançando, no entanto, precisamos chegar a um entendimento comum do termo.
O termo mordomia tem sofrido abusos no decorrer dos anos. O dicionário define mordomia como “gerenciamento da propriedade de outra pessoa”. Essa pode ser uma definição suficientemente precisa para a maioria do seu uso, mas a palavra mordomia é a tradução da palavra grega oikonomia, que se relaciona principalmente ao gerenciamento financeiro de uma casa. O termo é uma combinação oikos - casa, e nomos - lei.
No uso do grego clássico a palavra tem dois significados: (1) exercitar uma capacidade administrativa, e (2) o escritório do administrador, ou mordomo. Foi usada para coisas como acomodação de prédios, preparação de discursos, e mais particularmente, a administração financeira de uma cidade.
Nos evangelhos, oikonomia é usada principalmente para significar o gerenciamento ou administração da propriedade de outros (Mat 20:8; Lucas12:42; e Lucas 16:2). O registro de Mateus da Parábola dos Talentos (25:14-30) e o registro de Lucas da Parábola do Administrador Astuto (16:1-13) ilustram claramente esse uso de oikonomia.
Nas cartas de Paulo, entretanto, a palavra oikonomia é apresentada com o significado completo e amplo. A palavra é aplicada (1) à responsabilidade confiada a Paulo de pregar o Evangelho (1 Cor 9:17); (2) à mordomia comissionada a Paulo de cumprir o plano divino e o propósito relacionado à igreja, que é o corpo de Cristo (Ef 3:2); e (3) ao plano ou administração de Deus, conforme a carta de Efésios declara, foi “estabelecido em Cristo de fazer convergir n’Ele todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação dos tempos” (Ef 1:9-10; 3:9; 1Tim 1:4). O significado aqui é que Deus é o Mestre de uma grande casa (cosmos) e administra o seu governo sobre ela; isso Ele está fazendo através da pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo, que por outro lado comissionou Seus mordomos humanos (Gen 1:28-30) para gerenciar a casa do Pai através do poder encorajador do Espírito Santo.
Essencialmente, mordomia bíblica é a coroação dos mordomos de Deus para cumprir a missão de Deus na criação e na redenção. Este é um privilégio profundo e vai além do simples fato de ser um sábio encarregado do dinheiro e da propriedade de Deus. Na verdade, as Escrituras afirmam que cada um de nós é um mordomo da criação e do projeto de Deus para todas as áreas da vida.
Nossa gerência dos recursos de Deus não é uma solicitação, é um fato. Não escolhemos ser gerentes dos recursos de Deus; Deus já nos confiou Seus recursos.
O Quem da Mordomia
Quase todos concordam que precisamos ser gerentes operantes e responsáveis de dinheiro, tempo, recursos e oportunidades. Quer falemos de mordomia financeira, mordomia ambiental ou mordomia corporativa, quem argumentaria sobre nosso dever de efetivamente gerenciar cada uma dessas áreas?
Mesmo assim, se voltarmos à definição de mordomia, que é, “administração dos bens de outra pessoa”, determinamos primeiramente o Quem da mordomia. Por definição, estamos gerenciando para outra pessoa. Mas para quem estamos gerenciando essas arenas da vida? Dependendo de quem você pergunta, terá uma variedade de respostas. As Escrituras, entretanto, afirmam que somos gerentes dos bens de Deus. Já em Gênesis 1 vemos que Deus é o único fundador e proprietário do empreendimento cósmico que chamamos de universo. As Escrituras não deixam dúvida sobre sua incontestável posse e controle de tudo que Ele fez, da terra e de seus recursos naturais, plantas e animais.
Em nenhum momento nas Escrituras lemos sobre Deus abrir mão como proprietário de tudo que criou. O Salmo 24:1-2 nos lembra que “do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nEle vivem; pois foi Ele quem fundou-a sobre os mares e firmou-a sobre as águas”. O direito soberano de Deus sobre Sua criação é ainda reforçado pelo Salmo 50:10-12: “... pois todos os animais da florestas são meus, como são as cabeças de gado aos milhares nas colinas. Conheço todas as aves dos montes, e cuidas das criaturas do campo. Se eu tivesse fome, precisaria dizer a você? Pois o mundo é meu, e tudo o que nEle existe”.
Deus é o Quem da mordomia. Estamos gerenciando para o Deus vivo. Outras pessoas ou organizações podem se beneficiar quando nos tornamos efetivamente mordomos. Mas nossa principal responsabilidade é para Aquele que nos confiou tudo ao nosso cuidado.
O O Que da Mordomia
Uma vez estabelecido Deus como criador e proprietário de tudo que vemos e experimentamos, a próxima pergunta é: “O que Deus confiou ao nosso cuidado?”. A Bíblia de Estudo Sobre Mordomia NVI (NIV Stewardship Study Bible) revela mais de uma dezena de áreas diferentes da vida que Deus designou para nós como mordomos. Essas áreas refletem o O Que da mordomia.
Um estudo específico das Escrituras mostra que aos mordomos de Deus foi confiada uma variedade de responsabilidades da mordomia, como: a missão de Deus no mundo; verdade; nova vida em Cristo; bens tangíveis como dinheiro e propriedades; graça e perdão; o meio-ambiente; a revelação de Deus da Sua vontade na Bíblia; instituições como família, o estado e a igreja; nossos corpos; tempo; relacionamentos de todos os tipos na família e na sua extensão; a formação do nosso caráter; nossos vários papéis como servos; e nossos talentos, aptidões naturais e dons espirituais.
Este tipo de gerenciamento completo é uma responsabilidade grande que vai além do ser um sábio encarregado do dinheiro e da propriedade de Deus. Quando este entendimento de mordomia é destilado até sua idéia central, vemos que os mordomos bíblicos são gerentes de confiança do plano de Deus para todas áreas da vida. É claro que o privilégio de ser mordomo de Deus requer que cada um de nós entenda para o que ele ou ela foi chamado para gerenciar. E mais, como povo de Deus enviado para todas as regiões do mundo e setores da sociedade, devemos manter um bom entendimento da dupla vocação de serviço da igreja para ser “o sal da terra” e “a luz do mundo”, e as implicações da nossa vida diária e nossa teologia da mordomia.
O Como da Mordomia
O primeiro tema importante de mordomia recorrente em toda a Escritura é o fato de que Deus é o autor e proprietário de tudo o que vemos e que não vemos. Muito associada a este tema amplo da propriedade de Deus está a idéia de que nossa efetiva mordomia de todas as coisas deve ser avaliada de acordo com os padrões de Deus. Em outras palavras, uma vez que Deus é o Criador do mundo, quem daria a melhor resposta sobre como efetivamente gerenciar todas as arenas da vida além do próprio autor e projetista?
Mordomia e generosidade são dois dos mais profundos privilégios do cristão. Eles são privilégios dados por um Deus que nos ama e quer somente o melhor para cada um de nós. Deus não nos quer que vejamos esses privilégios como responsabilidades a serem exercidas ou obrigações impostas sobre nós por um Deus que não se importa com a gente.
Imagine—o Deus do universo chamou você e a mim para sermos Seus mordomos. Este fato curioso por si só deveria nos levar a descobrir não apenas o que foi confiado aos nossos cuidados, mas também como Deus pretende que cada área da vida seja gerenciada para Sua glória.
Servimos a um Deus perfeito––não estamos falando um Deus com uma vaga ideia de como a vida funciona melhor. O plano de Deus para nossa vida não tem falhas. Depois que a humanidade caiu no pecado e se tornou separada de Deus, nossa tendência é gerenciar a vida como se ela fosse nossa—como se soubéssemos o que é melhor para nós e como a missão de Deus pode ser melhor realizada.
Somente entendemos o Como de mordomia quando buscamos conhecer e entender o Quem da mordomia. Mordomia efetiva só pode ser conquistada quando buscamos diligentemente Aquele para quem fomos comissionados como mordomos reais.
O Por que da Mordomia
Por que um Deus que pode e conhece todas as coisas, que está no controle de tudo que criou, nos designou como mordomos dos Seus recursos?
Deus não precisa que sejamos Seus mordomos. Deus é mais do que capaz de gerenciar Sua criação. Se Deus não precisa de nós para sermos Seus mordomos, por que Ele nos escolheu para sermos Seus mordomos?
A Escrituras revelam sete propósitos para os quais Deus nos comissionou como Seus mordomos.
Primeiro, Deus quer que Seus mordomos tenham um caráter irrepreensível. Nossa efetiva mordomia nos leva para o que Deus nos chamou como indivíduos. Carregamos em nós mesmos a imagem de Deus. Isso é um grande privilégio e uma grande responsabilidade. Tal responsabilidade requer a mordomia intencional por toda a vida.
Segundo, Deus busca desenvolver em Seus mordomos um compromisso firme e estável. Nossa efetiva mordomia nos leva a obedecer a Deus independentemente do custo implícito nisso. Deus nos confia recursos sob nossa responsabilidade—dinheiro, bens, inteligência, tempo, liberdade, instituições, relacionamentos de todos os tipos, filhos e posse de coisas que às vezes deixamos entulhar nossas vidas. Em troca disso, Ele espera que gerenciemos essas coisas refletindo nosso compromisso firme e estável com Ele.
Terceiro, Deus quer que Seus mordomos demonstrem conformidade com Sua vontade à medida que nos tornamos mais e mais conforme Sua imagem. Nossa efetiva mordomia nos impele a estarmos em conformidade com a vontade e os desejos de Deus. Somente em nossa persistente e consistente busca de Deus é que Ele revela Seu bom e perfeito plano para nossas vidas. E Sua perfeita vontade para nossas vidas é muito mais superior do que podemos imaginar.
Quarto, Deus deseja que Seus mordomos incorporem compaixão em suas atitudes, ao cumprirem o Grande Mandamento de amar o próximo como a si mesmos. (Lev 19:18). Nossa efetiva mordomia nos leva a colocar as necessidades dos outros acima das nossas próprias. Nas Escrituras lemos sobre o desejo de Deus de que sejamos doadores generosos, de que vivamos prontos para dar. O apóstolo Paulo em 2 Coríntios 8:7 fala sobre o desejo de Deus de que nos destaquemos no “privilégio de contribuir”. Fomos feitos para viver em relacionamentos, em comunidade com outras pessoas. E Deus deseja que compartilhemos o coração dEle com aqueles que Ele coloca em nosso caminho.
Quinto, Deus deu a cada um dos Seus mordomos um chamado singular. Nossa efetiva mordomia nos leva a cumprir nosso papel singular no Corpo de Cristo (1Cor 12:12-30). Com amor Deus afirma no Salmo 139:13 que Ele nos teceu no ventre de nossas mães. Individualmente somos criaturas singulares, como espécie, somos únicos entre todas as outras criaturas que Deus trouxe à existência.
Sexto, Deus quer que Seus mordomos entendam a singularidade do seu comissionamento. Nossa efetiva mordomia nos leva a reconhecer o privilégio de compartilhar no cumprimento da missão de Deus. Ao nos tornarmos efetivos mordomos em cada área de nossas vidas, nos tornamos melhor preparados para exercer um papel, pequeno ou grande, no comissionamento singular de compartilhar as Boas Novas de Jesus Cristo.
Sétimo, Deus quer que Seus mordomos estejam engajados em uma celebração sem fim da Sua glória. Nossa efetiva mordomia nos leva a glorificar continuamente Aquele que nos escolheu para sermos Seus mordomos. À medida que amadurecemos em nossa mordomia, nossa motivação pelo gerenciamento de Seus dons reflete cada vez mais nosso desejo de glorificá-lO, honrá-lO e louvá-lO simplesmente porque Ele é digno.
Tornando-se Mordomos do Reino
Os propósitos de Deus para mordomia podem ser melhor compreendidos através das lentes do Seu plano, do Seu povo e do Seu processo:
O Plano de Deus. Deus nos confiou Seu Filho para que nosso relacionamento com Ele fosse reparado. Ele nos confiou um relacionamento com o Seu Filho. Nossa resposta talvez seja a decisão pessoal de mordomia mais importante que tomaremos.
O Povo de Deus. Deus também nos confiou uma responsabilidade momentânea de implementar Sua missão no mundo. Ele poderia ter escolhido qualquer outra maneira—inclusive outras opções que humanamente seriam inconcebíveis—mas mesmo assim Ele escolheu você e eu para cumprirmos essa tarefa urgente. Pense nisso—Deus, sabendo que temos a tendência de falhar com Ele, escolheu e ainda nos escolhe para anunciar o evangelho e fazer discípulos de todas as nações.
O Processo de Deus. Em Sua infinita sabedoria, Deus também nos confiou Seus recursos para cumprirmos as tarefas que Ele colocou diante de nós. Ele nos dá tudo o que precisamos para cumprir Seus propósitos divinos. Ele escolhe confiar em nós o compartilhamento de nossos recursos e o exercício das vocações que Ele nos deu e os chamados para o cumprimento da Sua missão no mundo.
Todos nós recebemos recursos planejad
os e criados por Deus. Todos nós temos a oportunidade de servir e glorificar a Deus com o que Ele confiou aos nossos cuidados. Cada indivíduo é um mordomo porque Deus planejou assim. Mas Deus não quer que gerenciemos Sua criação sem planejamento, por padrão. Ele quer que gerenciemos com propósito, com Seu propósito. O projeto de Deus para completar Sua missão na igreja e através dela requer um significante grau de colaboração e generosidade entre o Seu povo para criar ministérios efetivos e sustentáveis em todo o mundo. Também é necessário um uso tecnológico amplo e agressivo para mobilizar recursos e para compartilhar informações valiosas de diversas regiões geográficas.
Seção 2. Mordomia do Reino: Tecnologia e a Internet no Mundo Cristão
Tendênciais Atuais e Oportunidades de Crescimento em Generosidade e Mobilização de Recursos
A Internet, tanto quando a Bíblia de Gutenberg, continua a revolucionar a maneira como os seguidores de Cristo em todo o mundo têm acesso à informação, à inspiração e à comunidade. Nós do Grupo de Trabalho Mobilização de Recursos vemos essa tendência se acelerar em níveis sem precedentes. Com o advento dos sites ‘Web 2.0’––sites que oferecem um fluxo de informação fluido, comunicação focada e diálogo imediato via plataformas dominantes de comunicação via internet––além de acesso crescente a tecnologia móvel de hoje em dia, inovação contínua de capacidade de internet, podem e irão impactar dramaticamente o ministério de seguidores de Cristo nos próximos vinte anos.
Em nenhum lugar vemos essa tendência causando mais impacto do que na mobilização de recursos. Seguidores de Cristo em organizações como Kiva.org, CharityWater.org e GlobalFast.org, como alguns exemplos, são líderes no uso dos dons que Deus deu para trazer ferramentas de doação inovadoras.
Um dos aspectos mais importantes da internet (e do desenvolvimento de tecnologias como um todo) é a democratização de conteúdo e de comunidade, oferecendo em nosso dias informação e e-aplicações tanto para a víuva pobre com suas duas moedinhas, e o jovem rico.
Se a primeira safra de plataformas de mobilização de recursos que teve destaque nos últimos anos é um indicador, sabemos que plataformas líderes daqui a vinte anos provavelmente serão totalmente diferentes. Muitos desses futuros sites, entretanto, provavelmente serão inspirados pela atual safra de plataformas que impacta a mobilização de recursos:
Entre os websites estão os seguintes, mas lista não se limita a estes:
Acreditamos que exista um número de ingredientes essenciais que qualquer website de mobilização de recursos tenha que ter para ser bem sucedido:
A situação atual de sites cristãos Web 2.0 parece mais com uma Torre de Babel do que com um cenário potencial de Atos 2. Se você é um seguidor de Cristo em Lisboa, Portugal, e tem paixão pelo plantio de igrejas em Camarões, provavelmente, não encontrará um cristão em Manchester, Inglaterra, que compartilhe essa mesma paixão nem um cristão em Chicago que se importe com o Desenvolvimento Econômico voltado para Cristo em Camarões. Com milhares de sites ministeriais no momento, provavelmente eles vão para diferentes websites para buscar informações.
Um nova iniciativa surgiu entre alguns websites importantes para compartilhamento de conteúdo e comunidade entre um grupo de websites federados mas independentes. Além de compartilhar os custos de desenvolvimento (por que construir vinte módulos de mapeamento diferentes ou aplicações de Facebook?), essa iniciativa apresenta uma grande oportunidade de compartilhar contéudo e comunidade através de APIs e contribuições compartilhadas para um back-end, por trás de plataformas administradas por um organização sem fins lucrativos, com um conselho administrativo, composto de líderes ministeriais e tecnologistas cristãos do setor com fins lucrativos. Para mais informações sobre esta iniciativa, por favor, entre em contato com o membro do RWMG, Henry Kaestner.
Finalmente, sites Web 2.0 não são apenas meios pelos quais a tecnologia está impactando a mobilização de recursos.
Alguns exemplos são os novos podcasts de pessoas do MinistrySpotlight, e a digitalização da Bíblia de Estudo Sobre Mordomia – e recursos relacionados do Conselho de Mordomia (Stewardship Council).
No Grupo de Trabalho de Mobilização de Recursos, não acreditamos que Deus precise do nosso dinheiro para fazer Sua obra, mas cremos que reunindo nossos recursos para Sua glória, nos aproximamos mais de Deus. Quando usada na mobilização de doar recursos, a tecnologia é um ministério, que busca transformar de maneira eficiente a vida do receptor E do doador.
© The Lausanne Movement 2010
Português Translation by: LGC_Translation
Sobre os Recursos Multilíngues | Sugerir Edição na Tradução
Palavras-chave: Mordomia do Reino
Balram G não Contribuiu com nehuma outra entrada Conversations. Para visualizar outras conteúdos de Balram G, clique aqui.
Visitas: 58712
Comentários: 48
Recomendações: 6
Termos de Uso | Política de Privacidade | A Conversa Global Lausanne é movido por World Wide Open | %s que é World Wide Open?
Conversa Postar Comentário
Estados Unidos
i liked the article, specially in the part that remember us that stwardship is about our whole life. But i have a question. I have heard that in USA just 4% of the church gives tithe and offerings. If this number is right i would like to ask, how much in percentage are we really giving our lives to the Lord.
07.10.2012
Quênia
Hallo,
A wonderful piece of paper written here. I have never come across such profoung truths on stewardship...I could say mine was the traditional stewardship of money and tithes...that is what is taught to us from a tender age.
This paper opens up a whole new world of life and experiencing God like never before! God Bless you
19.10.2010
Estados Unidos
Ram,
Thank you for the excellent insights by your team.
I like to say that Biblical stewardship is not getting your finances in order so that you can be financially free, but "ordering your life in such a way that Christ can freely spend you." Our organization, Crown Financial Ministries (www.crown.org) has materials, tools and resources in over 30 languages to help the Church accomplish kingdom stewardship.
Our short film series, God Provides, was designed to reach the world’s 3 billion oral and visual learners. We are prayerful that it will receive recognition among the Lausanne delegates via its entry in the film festival at this year’s gathering.
Chuck Bentley
Crown.org
17.10.2010
Egito
أولا شكرا كثيرا لأجل هذا المقال المهم ، وثانيا أريد أن أطرح تعليقي الخاص بالمقال إلى أي مدى نفرق بين الوكالة والسطلة داخل المؤسسات الدينية ، وأيضا كيف نربط بين مفهوم الوكالة والسلطة في ضوء بعض التحديات التي تواجه الكنيسة وهو ضياع مفهوم الوكالة وظهور دور السلطة بطريقة غير مقبوله .
16.10.2010
Itália
Thank you for the interesting and biblical exposition on stewardship. My question would be (as a Brazilian missionary who fundraised to worked in Italy): how would you respond to people who question fundraising for cross-cultural missions, defending only the tent making model?
13.10.2010
Malásia
Thank you for reminding us that biblical stewardship is holistic and missional. It embraces every area of life and challenges us to be the salt of the earth and light of the world. This is an important message for the church who often dichotomizes life into the sacred and secular and who fails to take the doctrine of creation seriously.
Thank you for reminding us that biblical stewardship is holistic and missional. It embraces every area of life and challenges us to be the salt of the earth and light of the world. This is an important message for the church who often dichotomizes life into the sacred and secular and who fails to take the doctrine of creation seriously.
10.10.2010
Malásia
biblical stewardship as a form of whole-life discipleship that embraces every legitimate vocation and calling to fulfill God’s mission in the world.
In this sense, holistic stewardship, transformational generosity, workplace ministry, business as mission, and the theology of work movement all share a common point of origin in the biblical view of mission as whole-life discipleship.
The meaning here is that God is the Master of a great household (cosmos) and is wisely administering his rule over it; this he is doing through the person of his son, Jesus Christ, who has in turn commissioned his human stewards (Gen 1:28-30) to manage the Father’s household through the animating power of the Holy Spirit.
biblical stewardship is a coronation of God’s human stewards to fulfill the Father’s mission in creation and redemption. This is a profound privilege and goes well beyond simply being a wise trustee of God’s money and property. In fact, Scripture tells us that each of us is a steward of God’s creation and design for every area of life.
we see that biblical stewards are managers in trust of God’s design for every area of life. Of course, the privilege of being God’s stewards requires that each of us grasps what he or she personally has been called to manage. And furthermore, as the people of God sent to all regions of the world and sectors of society, we must maintain a sound understanding of the church’s double vocation of service to be “the salt of the earth” and “the light of the world,” and the implications for our daily lives and our theology of stewardship.
Thank you for reminding us that biblical stewardship is holistic and missional. It embraces every area of life and challenges us to be the salt of the earth and light of the world. This is an important message for the church who often dichotomizes life into the sacred and secular and who fails to take the doctrine of creation seriously.
10.10.2010
Indonésia
The greedy, selfishness and discontentment feeling of human being become biggest hindrance for the act of stewardship, not only in the secular world but even in community of christian, churches , para-churches . Worldly intentionality dominate daily life . To own, getting prosper, enjoy the richness just for self, for own family, for own church, for own community, own nation, own country already become a major purpose of life.
Need the grace of God to remind all us again about the temporariness of every material, every condition, each comfortability and facility that we have now.
May You Lord, restore our awareness of stewardship-ness, feel the depth of Jesus Ministry, release from material dependency and fully offering what we have, what we are for the Glory of The Lord, for the blessing for others.
08.10.2010
Indonésia
The greedy, selfishness and discontentment feeling of human being become biggest hindrance for the act of stewardship, not only in the secular world but even in community of christian, churches , para-churches . Worldly intentionality dominate daily life . To own, getting prosper, enjoy the richness just for self, for own family, for own church, for own community, own nation, own country already become a major purpose of life.
Need the grace of God to remind all us again about the temporariness of every material, every condition, each comfortability and facility that we have now.
May You Lord, restore our awareness of stewardship-ness, feel the depth of Jesus Ministry, release from material dependency and fully offering what we have, what we are for the Glory of The Lord, for the blessing for others.
08.10.2010
Reino Unido
It’s great to begin with what God has done for us - ie God’s plan and to be reminded that our response to His Son is the greatest stewardship decision we will ever personally face.
And the reminder that He has entrusted us to implement His mission in the world - despite all our failings. Amazing hey!
But also the reminder that He doesn’t want to manage His creation by default but by design.
Good stuff! Looking forward to arriving in CT next week!
07.10.2010
Estados Unidos
I love the idea of web 2.0 being a platform for stewardship. And I love that as we venture forward, creating social networks that have integrity and authenticity at the base will bring a decentralized method of stewardship.
06.10.2010
México
Thank you for this paper. I studied Economics in college. It always so hard to connect my studies with my Christian faith. The biblical concept of stewardship and generosity are very helpful. Pray that in Mexico, christians could communicate these concepts to all the church.
05.10.2010
Reino Unido
Thank you very much for all the comments to the Resource Mobilisation Working Group paper that Ram posted. I looked at it again and just want to invite all of you who will participate in Cape Town 2010 to attend the Resource Mobilisation Working Group’s sessions including the Multiplex Session on Tuesday the 19th of October. I think you will be surprised what you will hear and see during that session. Resource mobilisation and stewardship is definitely not from the ’West to the Rest’ anymore or about Western money controlling ministries and keep them unsustainable. When you will hear the presentations and see the models of generosity and stewardship from Asia and Africa that will be shown, you will see that this debate has actually become irrelevant. Generosity and stewardship relate to everybody!
The Resource Mobilisation Working Group is also organising 4 Dialogue Sessions during Cape Town 2010. Some of the issues mentioned in the comments will be discussed during those Sessions. We will look at ’Resourcing World Evangelisation in the 21st Centure’, Global Generosity as a movement to catalyse a global culture of generosity and stewardship and a set of standards to provide a framework for the relationship between givers and recipients in financial issues. During those sessions we will hopefully start working towards solutions for some of the critical issues around resource mobilisation and stewardship. We will publish the outlines of these sessions on the Lausanne website so that people who do not attend the Congress will also have access to it.
We have also prepared resources that we will distribute during the Congress. Hopefully that will enable us to continue with a process towards increased Christian generosity and improved stewardship beyond the Congress. Unfortunately I cannot say more at the moment.
So, when you decide on which sessions to attend during Cape Town 2010, please remember the sessions on resource mobilisation, generosity and stewardship. I promise you will not be disappointed that you have decided to attend them!
See you in Cape Town!
Sas Conradie (Coordinator Resource Mobilisation Working Group)
01.10.2010
Estados Unidos
@ Sas_Conradie:
Very good. Yes, I’m excited to see all that the Resource Group is brining to the table at Cape Town. Of course if all of us came to that particular multiplex you might have a bit of a seating problem. Still, I appreciate your contribution and again feel you are bringing a very important piece to the conversation.
01.10.2010
México
@ Sas_Conradie:
Hopefully, I’ll be in this session. Thank you
05.10.2010
República Dominicana
Como era de esperar un articulo interesantisimo que cubre todas las areas de la mayordomia. Pero un elemento que hace falta reconocer es nuestra posicion de esclavo del Señor, cuando eso ocurre no tendremos necesidad de que se nos aliente a dar, pues dar se constituiria en solo la movilizacion de recursos de otro,(mayordomia) bajo la direccion del verdadero dueño en otras palabras bajo la guia del Espiritu Santo los recursos del Reino se dirigirian a las necesidades y propositos del Rey, no a la decision de un "Comite " a menos que este Comite se constituya en un grupo de oracion que busca la direccion del Señor antes de tomar decisiones relacionado con los recursos que maneja, sean cual sean. "El ser humano no fue creado para poseer, sino para ser de posecion del Creador "Este pueblo he creado para mi mis alabanzas publicará.....
27.09.2010
China
Thank you for alerting the reader about alternative avenues of giving. It is also a delight to see that there is an audit system, which insures that the money goes where it is supposed to go.
25.09.2010
Estados Unidos
I enjoyed most of the article and really appreciated the focus on rediscovering whole-life discipleship.
22.09.2010
Estados Unidos
I enjoyed most of the article and really appreciated the focus on rediscovering whole-life discipleship.
22.09.2010
Estados Unidos
I enjoyed most of the article and really appreciated the focus on rediscovering whole-life discipleship.
22.09.2010
Estados Unidos
I enjoyed most of the article and really appreciated the focus on rediscovering whole-life discipleship.
22.09.2010
Países Baixos
One key insight that the church should not miss in this article is the stewardship of the whole of life. Stewardship has in the past been limited to the issue of money, time and properties, but as rightly stated in this article, stewardship is about the whole of life. This will revolutionize the way we live and use our resources.
thanks for this insight.
22.09.2010
Você deve estar logado para postar um comentário. Se você não tiver uma conta, você pode se inscrever agora (é gratuito e fácil!).